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IAOM, IP e CVI consolidam as bases para o Corredor Integrado da Zambézia

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Segurança alimentar, revitalização do algodão, infra-estruturas agro-industriais, ciência, digitalização e prosperidade humana integram a visão de desenvolvimento do programa.

Maputo, 17 de Outubro de 2026 – O Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique, IP (IAOM, IP), Quadros da Província da Zambézia e a CVI International Ltd / Cotton Village Initiative (CVI) deram continuidade à preparação operacional do Programa CVI Mozambique – Zambézia Corridor com a conclusão da primeira missão de campo, realizada em cinco dos 22 distritos da província, e a segunda reunião da Task Force Provincial, em 16 de Outubro. Os trabalhos dão seguimento à primeira reunião, realizada em 17 de Setembro, e representam avanços na articulação institucional e técnica do corredor.

Coordenação provincial e mobilização institucional

Na sequência da articulação promovida pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, o Conselho Executivo Provincial da Zambézia activou a Task Force dedicada ao Programa, mobilizando 17 instituições e áreas de representação técnica. A estrutura reúne competências do Gabinete do Governador, agricultura, pescas, infra-estruturas, transportes, ambiente, indústria, comércio, água, meteorologia, gestão de riscos, ensino superior e outras entidades provinciais.

A coordenação provincial cabe ao Conselho Executivo Provincial; o IAOM, IP assegura o Secretariado Executivo e a coordenação institucional e técnica; e a CVI International Ltd actua como originadora e coordenadora do Programa, mobilizando parceiros académicos, tecnológicos e industriais. Esta plataforma interinstitucional permite abordar o território de forma integrada, em vez de desenvolver intervenções sectoriais isoladas.

Primeira missão de campo e segunda reunião técnica

A missão de campo constituiu um primeiro passo na organização de informação sobre produtores, explorações, campos, culturas, campanhas agrícolas, recursos hídricos, activos e infra-estruturas existentes. O seu propósito é apoiar a caracterização territorial e produtiva e a preparação dos estudos de viabilidade pertinentes.

A recolha inicial constitui uma base de trabalho e será complementada, quando necessário, por registos já disponíveis nas instituições competentes. A abordagem considera as condições locais, os direitos existentes, o enquadramento territorial e os requisitos regulamentares, essenciais para um planeamento responsável e para a identificação de oportunidades produtivas e de infra-estruturas.

A reunião de 16 de Outubro fez o balanço desta etapa e reforçou a colaboração entre a Task Force, a CVI e os parceiros científicos e técnicos. O trabalho integra a preparação progressiva da Fase 0, que deverá sustentar decisões futuras com informação territorial, institucional e económica adequada.

Segurança alimentar e transformação agro-industrial

O Corredor da Zambézia integra o CVI Continental Ecosystem Corridors with Integrated Agri-Industrial Infrastructure Programme. A segurança alimentar constitui uma prioridade central, associada à diversificação agrícola, processamento local, industrialização e criação de valor. A revitalização do algodão permanece um importante eixo estratégico, articulado com oleaginosas, culturas alimentares e outras cadeias produtivas.

A abordagem considera mecanização, irrigação, água, energias renováveis, armazenamento, processamento, transporte, logística e acesso a mercados. Pretende ligar produção e serviços essenciais, criando condições para empresas locais, produtores e trabalhadores participarem numa economia territorial mais diversificada e resiliente.

Digitalização, Adenda n.º 2 e ciência aplicada

A cooperação IAOM–CVI, incluindo a Adenda n.º 2, contempla ainda a articulação com o Programa de Digitalização do Algodão, Oleaginosas e Culturas Alimentares. O objectivo é promover interoperabilidade entre registos de produtores, dados agrícolas, georreferenciação, activos, infra-estruturas, comercialização e rastreabilidade.

Em complemento, a CVI desenvolve a arquitectura conceptual do CIOS – Corridor Intelligence Operating System, concebido para integrar informação agrícola, territorial, científica, ambiental, industrial e logística entre corredores. A visão inclui sistemas GIS, modelos digitais de território e infra-estruturas (Digital Twin) e monitoria, reporte e verificação digital (dMRV). A DLMP – Digital Logistics Marketplace, associada à Panache TechnoHub, integra a componente prevista de interligação entre produção, operadores, armazenagem, transporte e mercados. Estas ferramentas encontram-se em diferentes estágios de concepção, integração e preparação técnica.

A University of Aberdeen, na Escócia, contribui para o trabalho científico relacionado com dados agrícolas, ligações entre produtores, explorações, campos e produção, e requisitos de aplicações digitais e geoespaciais. A rede académica contempla também a University of Economics and Finance (UEF), no Vietname, e a aproximação à Universidade Licungo, na Zambézia, para reforçar competências agronómicas locais. O trabalho científico deverá apoiar metodologias e futuros desenvolvimentos experimentais, sujeitos à avaliação técnica.

Sustentabilidade e Human Prosperity

O Programa contempla agricultura regenerativa, conservação do solo, biomassa, biochar e economia circular, bem como a avaliação científica de oportunidades climáticas e de carbono. A eventual utilização de mecanismos dMRV e valorização de benefícios ambientais dependerá de dados verificáveis e dos requisitos técnicos e legais aplicáveis.

A dimensão Human Prosperity procura associar produtividade e crescimento económico a melhorias concretas nas condições de vida: alimentação nutritiva, água limpa, energia, habitação, saúde, educação e formação profissional. A visão inclui ainda o estudo de mecanismos de protecção social, pensões e participação económica dos trabalhadores, inclusive no capital de unidades produtivas, quando juridicamente e financeiramente viáveis. A formação de jovens e produtores, a extensão rural, a qualificação técnica e a cooperação com universidades e instituições de ensino profissional fazem parte desta perspectiva de longo prazo. Indicadores de desenvolvimento humano poderão apoiar a avaliação progressiva destes benefícios.

Investimento e integração continental

A preparação do corredor contempla modelos empresariais e de investimento, incluindo possíveis sociedades de projecto (SPVs), para organizar activos, operadores e cadeias de valor de forma adequada. No plano continental, a CVI promove complementaridades entre os corredores de Moçambique/Zambézia e Etiópia/Afar, alinhadas com oportunidades de integração comercial e produtiva da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA).

Com a Task Force activada, a primeira missão de campo concluída e duas reuniões realizadas, IAOM, o Conselho Executivo Provincial, CVI e parceiros avançam.


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